O que um experimento social dos anos 50 pode nos ensinar sobre o cenário político do Brasil

Este experimento social clássico dos anos 50 lançou uma luz sobre a possível razão psicológica pela qual grupos sociais se envolvem em conflitos – e como podem aprender a cooperar novamente.

O líder do estudo, Muzafer Sherif, levou dois grupos  para o Parque Estadual Robbers Cave, no Oklahoma, supostamente para um acampamento de férias. Os grupos (chamados “Águias” e “Cascavéis”) passaram uma semana separados.

Seus integrantes se divertiram juntos e ficaram amigos, sem terem conhecimento da existência do outro grupo.

Quando os grupos finalmente interagiram, os garotos começaram a xingar uns aos outros.

Quando começaram a competir em várias brincadeiras, surgiram mais conflitos, e em seguida se recusaram a comer juntos.

Na fase seguinte da pesquisa, Sherif criou experimentos para tentar reconciliar os meninos, fazendo-os compartilhar atividades de lazer (o que não deu certo) e depois fazendo-os resolver um problema juntos.

Foi isso o que finalmente levou à suavização do conflito.

Constata-se que o conflito é maior quando as pessoas vêem o que são (por exemplo “Águias”) em comparação com o grupo contrário (as “Cascavéis”) porque reforçam a ideia do pensamento em grupo.

Da mesma experiência, retira-se o papel importante que a cooperação possui na resolução dos conflitos, isto é, os dois grupos em análise só se entenderam quando tiveram que colaborar conjuntamente para atingir um objetivo comum.

 


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