Frio é psicológico?

Você, com os pelos arrepiados, calafrios, corpo tremendo, mãos e pés gelados, e o camarada ao lado, tranquilo de camiseta. Ou vice-versa. Quem não presenciou essa cena?

Apesar disso aquela história de que frio é psicológico não encontra aceitação na ciência – o organismo reage buscando se esquentar quando os termômetros desabam, mas o limite depende de cada um.

O que ocorre é que quem está acostumado com hábitos que o expõe ao frio tende a sentir menos os efeitos do que aqueles habituados a um clima mais ameno.

Todos dispomos de uma reserva de calor para suportar variações intensas de temperatura, mas essa característica muda de pessoa para pessoa.

Se o meio externo estiver frio, o organismo perde calor e os músculos horripiladores, que ficam na raiz do pelo, queimam carboidratos, gorduras e calorias através dos arrepios.

Longe (ou não) de ser frescura, os pelos e os tremeliques criam uma retenção na entrada de ar da pele, protegendo o corpo. Além disso, o sangue fica concentrado dentro do organismo para produzir calor.

Vale lembrar também que embora o frio não seja psicológico, a sensação que é transmitida para o cérebro através do sistema nervoso é.

Caso você tenha algum problema que iniba o funcionamento deste sistema ou atrase o processamento do seu cérebro você poderá não sentir frio, apesar dele continuar efetivamente agindo sobre seu corpo.

Um exemplo disso é uma dose de álcool que faz o seu corpo perder calor, simulando assim a sensação de aquecimento.

 


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